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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Movimentado

Hoje, 24 de novembro de 2008, é o aniversário de um amigo meu, o mais antigo de todos, que completa 25 anos e a quem cumprimento pelo blog.

Também é o dia que eu quebro o silêncio que perdurou durante todo o mês onze, talvez o mais movimentado da minha vida no aspecto profissional.

Isso porque, desde outubro, estive dedicado a algum projeto para a FOL: primeiro, o especial sobre os 20 anos do primeiro título de Ayrton Senna na F-1; depois, a cobertura incessante da semana final da temporada 2008 da F-1, com coletivas de Felipe Massa e matérias pós-campeonato que emenderam com o especial do Senna; por último, o que considero minha melhor reportagem até hoje: a entrevista com Rob Halford - além da cobertura do primeiro show do Judas em SP.

Foi um mês corrido, sempre com algo importante na cabeça e prejudicado por uma certa inconstância do meu estado de saúde, com problemas que agora poderão ser curados.

Foi importante e reconfortante o contato mais próximo com a F-1, além da atiçante responsabilidade de tocar um especial sobre o maior ídolo esportivo do Brasil e meu principal ídolo de infância - e por quem tenho minhas ressalvas hoje, ajudado pela visão crítica que evolui com a idade.

Mas o desafio de comandar uma entrevista exclusiva, por telefone, com um dos mais importantes símbolos do metal, a quem ouço há dez anos e que co-escreveu a maioria das músicas de minha segunda banda favorita (Rush na frente), foi algo indescrítivel.

Sabia que valia a pena tentar porque era alguém que tinha o que falar. E que possui, acima de tudo, relevância jornalística. Fui atrás ainda no início de setembro, e valeu a pena.

Ainda colocarei aqui, na íntegra, a entrevista feita com o Halford, apenas para que fique o registro, e que isso não se perca na edição obrigatória para um veículo online.

Por enquanto, fica o registro do meu sumiço, mas com a certeza de que estou de volta postando, sempre que o tempo e/ou a inspiração aparecem.

E teremos tempo para debater tudo o que aconteceu. Já que não consigo postar no "heat of the moment", fiquemos com uma análise mais fria e pensada dos acontecimentos.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Fórmula Punição


O mais triste em um campeonato esportivo dá as caras quando o talento e a habilidade são deixados de lado em prol do rigor na "aplicação das regras". Assim, pessoas que não estão participando da competição têm quase que o mesmo poder daqueles que vencem ou perdem partidas -ou corridas.

Já falei da chatice que são as tais "recomendações" da Fifa no futebol, repletas de interpretações dúbias, ambígüas, mal-explicadas e -o que é ainda pior- respeitadas apenas em certos países ou continentes. A discussão sobre o que vale ou não no futebol tomam mesas-redondas de qualidade duvidosa, mais preocupadas em "jogar para a torcida" de clubes grandes, além da parcela mais séria da imprensa esportiva, jogadores, árbitros e dirigentes. É um lenga-lenga sem fim e sem efeito prático.

A F-1, infelizmente, começou (ou voltou) a ser dominada por decisões estranhas de comissários, sempre "preocupados" com a "direção segura" dos pilotos, deixando velocidade e competitividade em segundo plano.

Nesses tempos, o piloto só pode tentar uma ultrapassagem se tiver 100% de certeza que vai concretizá-la. Se tiver o mínimo de dúvida, é melhor não arriscar, porque os comissários estarão olhando prontos para dar-lhe uma punição na pista.

Hoje, ou ontem no Japão, três pilotos foram punidos por seus erros. Na corrida aos pés do Monte Fuji, vencida de forma esplêndida por Fernando Alonso (o melhor piloto da categoria -vamos ver até quando, com a ascensão do Vettel), Felipe Massa, Lewis Hamilton e Sébastien Bourdais, foram prejudicados -sim, prejudicados- por comissários que se julgam donos do espetáculo -como os árbitros no futebol.

Para mim, das três punições, a única aceitável foi a de Massa, que realmente forçou a barra com Hamilton na chicane. Mas, mesmo assim, acho que foi apenas uma disputa de corrida, onde os dois erraram, forçaram demais. Massa acabou espremido pelo inglês, ficou fora do traçado, manteve o pé embaixo e o acertou depois -como acontecia em praticamente todo GP na década de 1980, e quase nunca alguém era punido.

Quanto a Hamilton, me pareceu brincadeira -ou perseguição- a punição ao inglês por fazer um monte de cagada na largada. O que ele fez para prejudicar os outros? Não ficou claro. Ele apenas errou, saiu da pista e prejudicou sua prova. Novamente, um incidente de corrida. Precisava estragar a corrida de Hamilton por causa disso? Não bastava ele mesmo jogar sua prova no lixo?

Já a punição ao Bourdais me cheirou um efeito bola-de-neve. "Bom, se já punimos o Hamilton pelas besteiras na largada e o Massa por bater no Hamilton, precisamos punir o Bourdais por atrapalhar o Massa." É isso -em busca de "coerência", é preciso punir todo mundo que cometa qualquer tipo de erro.

Hoje, Tostão escreveu em sua coluna na Folha que a "coerência é muitas vezes burra, e tem que ser ética e de princípios". Ele estava comentando sobre as escolhas de Dunga para a seleção brasileira, defendendo o poder das pessoas em mudarem de opinião. Para mim, seu raciocínio é perfeito para a F-1 de hoje.

Todos os pilotos cometem erros, e eles ficam mais visíveis quando envolvem aqueles que disputam as primeiras posições e o título. Isso é mais comum agora, quando não temos um Schumacher da vida dominando as corridas, e sim bons pilotos como Hamilton e Massa, que também são instáveis e por vezes barbeiros. Isso deveria ser encarado de forma mais natural e menos rigorosa por FIA e comissários, para que o resultado final não seja alterado toda hora em função de um incidente da corrida.

Enquanto o automobilismo envolver disputas de posição, ultrapassagens e arrojo, acidentes acontecerão, e é preciso aceitar isso.

Vale lembrar que Ayrton Senna foi campeão em 1990 tirando o Alain Prost da corrida, de propósito, em um acidente que poderia ter conseqüências piores para os dois. Um ano antes, o mesmo Senna foi desclassificado de forma estranha após um acidente com o mesmo Prost, no mesmo GP do Japão, em um episódio no qual a Fisa -braço-esportivo da FIA e que cuidava da F-1 na época- e seus comissários foram extremamente criticados por interferir demais nas decisões em Suzuka.

Em 1994, Schumacher foi campeão na Austrália depois de tirar Damon Hill da corrida, em um acidente muito polêmico -e sujo. No mesmo ano, o alemão e a Benetton travaram uma guerra com a FIA, que aplicou punições à equipe e ao piloto por conta de supostas irregularidades no carro de Schumacher e por sua conduta nas pistas. Na corrida final, no entanto, sua antidesportividade passou ilesa.

Três anos depois, o mesmo Schumacher, já na Ferrari, tentou fazer o mesmo com Jacques Villeneuve em Jerez, só que se deu mal e teve que abandonar a corrida. Foi o único prejudicado por sua bobagem e sujeira. Então, a FIA resolveu "dar o exemplo" e puniu o alemão com a perda de todos os seus pontos no campeonato. Assim, Schumacher perdeu o vice. Será que aconteceria o mesmo se ele tivesse conseguido tirar o canadense da corrida e conquistasse o título? Difícil saber.

Difícil saber porque esses comissários de prova são muito imprevisíveis. Quanto menos poder para eles, melhor.

Os campeonatos de 1989, 1990, 1994 e 1997 tiveram desfechos polêmicos porque estavam inseridos em um contexto no qual a FIA tomava atitudes baseadas em um regulamento que parecia valer uma coisa diferente a cada corrida.

Espero que a belíssima e equilibrada temporada de 2008, já manchada por conta de punições estranhas ao longo do ano (a maior delas na Bélgica, contra Hamilton), não se encerre com algum episódio semelhante envolvendo ao desses anos.

O tapetão precisa ser evitado a todo custo no esporte.

Foto: Kazuhiro Nogi, AFP

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sobre "ironias do destino"

Fiz um texto gigante, agora, colocando toda a retrospectiva dos eventos envolvendo Felipe Massa e Lewis Hamilton desde 1 de setembro, dia do GP da Bélgica de F-1.

A idéia era relembrar, passo a passo, todas as reviravoltas no campeonato nesses últimos dias, desde a vitória do inglês em Spa, a cassação da mesma, o GP da Itália, a FIA considerando inválida a apelação da McLaren sobre a punição ao inglês na corrida belga, culminando na lambança ferrarista em Cingapura. Sempre contextualizando e apontando as diferenças na classificação de acordo com cada cenário.

No final, que ainda não estava escrito, eu iria dissertar sobre a ironia que foi Hamilton ampliar em seis pontos sua vantagem para Massa na corrida de Cingapura depois da bobagem da Ferrari no primeiro pit stop do brasileiro. Afinal, Hamilton perdeu justamente seis pontos na briga pelo campeonato por causa de uma canetada dos comissários, que para mim foi injusta. Lembrando que, mantido o resultado original em Spa, Hamilton teria quatro pontos a mais, e Massa contaria com dois a menos.

Essa era a questão: seis pontos ganhos do céu (também conhecido como FIA) na Bélgica, seis pontos amargos e perdidos na prova noturna, por culpa exclusivamente sua - Ferrari, no caso. Uma ironia e tanto.

Assim, chegaria a algumas conclusões: primeiro, a Ferrari tem errado demais, demais nas corridas.

Segundo, as canetadas deveriam ser aplicadas quando o regulamento fosse bem claro em relação a chicanes cortadas e punições, o que não é o caso; parece aquela chatice da "regra interpretativa" imortalizada pela Fifa no futebol.

Terceiro, Hamilton e Massa fazem um belíssimo campeonato, dentro de suas capacidades; a F-1 não precisa de um piloto como Schumacher para ser espetacular (apesar que o Vettel vem aí), basta bons pilotos.

Por último, esse campeonato é o mais legal que eu vejo desde 2003, provavelmente, com a diferença de que não temos um Schumacher com um monte de novas regras contra si. Foram resultados diferentes, com vitórias de Robert Kubica, Fernando Alonso e principalmente Sebastian Vettel. BMW Sauber e Toro Rosso ganham suas primeiras corridas na F-1, enquanto que a Renault volta a triunfar pela primeira vez desde 2006.

Isso tudo estaria muito detalhado se não fosse um maldito comando de nome "Auto-Select" no Windows Vista. Explico: eu iria finalizar o trecho sobre a lambança da Ferrari ontem e precisava colocar que o Massa ficou em décimo-terceiro. Não achava, no laptop, o ordinário o. (como você nota, essa batalha ainda não foi vencida), para não ter de indicar o número por extenso.

Fui buscar com o botão direito, achei um "Encoding" e pensei: "é aqui mesmo!". Ledo engano. Por um motivo ainda não (e provavelmente nunca) compreendido, o texto sumiu, como em uma fábula. Para melhorar minha situação, o Blogger resolveu salvar meu texto naquele exato momento. Saí dele para tentar buscar sua versão "com texto", mas lá estava o post, todo branco, apenas com o título.

Que ganhou um novo significado após toda essa chatice inexplicável que ocorreu e me deixou extremamente irritado, sem o mínimo saco de escrever tudo de novo.

Bom, saiu isso aqui, acho que tá mais do que bom, tendo visto a circunstância. E prometo que salvarei os textos enquanto estiver escrevendo.

Já comecei, inclusive.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Felipe Massa, o número 1


Nos últimos dias, tem-se falado muito sobre a necessidade (ou não) de a Ferrari "promover" Felipe Massa como piloto número um da equipe para o restante da temporada 2008. Para isso, os brasileiros (e italianos) usam como argumento a boa fase de Felipe no campeonato (a melhor de sua carreira) e sua vice-liderança na classificação, com 64 pontos, a seis do líder Lewis Hamilton e sete à frente de Kimi Raikkonen.

Não sou a favor, e acho que a postura da Ferrari deve ser respeitada, mesmo com a fase de Felipe. Acho que descartar o finlandês, atual campeão mundial, restando seis corridas para o final da temporada, é um risco que os italianos não podem correr.

Kimi está a 13 pontos do inglês, e até me parece que ficará fora da briga pelo campeonato se Massa não tiver mais tanto azar.

O problema é que na F-1 atual o azar tem sido muito presente. Vide, por exemplo, o infortúnio de Felipe na Hungria, com a quebra de motor a três voltas do final, na atuação mais extraordinária de sua carreira. Ou aquela corrida no Canadá, com a lambança do Hamilton atingindo o Raikkonen nos boxes e tirando ambos da prova. Hoje, a Ferrari precisa do finlandês na briga, porque a F-1 voltou a um estágio, talvez temporariamente, onde os carros estão quebrando demais, diferentemente do ano passado.

Por isso, acredito que Massa será o piloto número um da Ferrari, mas precisa provar que merece. Até agora, tem feito isso com maestria, destruindo Kimi nas classificações e se firmando como o desafiante do rookie Hamilton, que também está louco por seu primeiro título, perdido em 2007 de forma dramática. Raikkonen, por sua vez, vai se apagando prova a prova. Não ganha uma corrida desde abril, quando faturou o GP da Espanha.

Para mim, em duas corridas, no máximo, Felipe atinge essa condição. É só confirmar sua boa forma nos GPs da Bélgica (cujos três últimos foram vencidos por Raikkonen) e Itália, para então desfrutar das regalias de um primeiro piloto.

Daí, quando a briga virar Hamilton/McLaren x Massa/Ferrari, as coisas ficarão bem mais simples para o ferrarista, primeiro brasileiro a lutar, de fato, pelo título da F-1, após 17 anos do tricampeonato de Ayrton Senna.

O melhor

Apenas um comentário final aos pachecos e corneteiros de plantão, sobre quem é o melhor piloto entre Raikkonen, Hamilton e Massa. Para mim, todos eles se mostraram rápidos e bons, mas inconstantes. Por isso, fica até difícil apostar em um deles para o título, já que o trio é basicamente do mesmo nível técnico.

Talvez se a disputa contasse com Fernando Alonso (em uma equipe que lhe desse todas as regalias que o espanhol exige, além de um carro bom) e a revelação Sebastian Vettel (que só precisa de um carro bom para mostrar do que é capaz) as coisas seriam mais difíceis para os três pilotos, porque esses dois parecem acima da média. Principalmente Vettel, que ainda é moleque de tudo.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

É sempre bom saber...

...que você não é o único baixinho no mundo e que passa por situações como essa.


Ainda bem que o Raikkonen nem é tão alto assim.

Massa é o Brasil na F-1?

A vitória de Felipe Massa no GP do Bahrein gerou, acima de tudo, a reação do brasileiro na temporada 2008 da F-1. Uma postura madura após a corrida, de alguém que entendeu que precisava demonstrar força depois de um início tão ruim, foi tão benéfica quanto a vitória em si.

Massa não comemorou levantando os punhos, vibrando, pulando, apontando os dedos. Vibrou de forma contida. Sabe que está a nove pontos do líder, ninguém menos que seu parceiro Kimi Raikkonen. Um cara que, mesmo quando faz corridas apagadas como aconteceu neste domingo, consegue arrancar pontos importantes. Além disso, existem quatro pilotos classificados entre Massa e Raikkonen: a dupla da McLaren e a da BMW.

Tudo isso também demonstrou que Massa não é o piloto desastroso que se mostrou na Austrália e na Malásia. É rápido, principalmente nos treinos, mas ainda muito irregular nas corridas. É raro ele se comportar como aconteceu no domingo, quando, mesmo saindo em segundo, conseguiu largar bem e resistir à pressão de seu companheiro finlandês. Pode lutar pelo título, mas precisa usar a mesma arma de Raikkonen: regularidade. Precisa pontuar em mais corridas, e não ganhar uma e abandonar a outra. Para mim, o finlandês ainda é favorito, até por sua experiência.

Com toda a análise Massa-Bahrein encerrada, vamos ao mérito da questão (apontada no título). Felipe Massa é o Brasil na F-1? Extendo a mesma pergunta aos outros dois brasileiros na categoria, Rubens Barrichello em final de carreira e Nelsinho Piquet em começo.

A resposta é: o Brasil não está na F-1. Ela tem três pilotos brasileiros, e é isso, ponto final. Chega a ser irritante ouvir coisas do Galvão do tipo "agora quero ver aqueles que criticaram o MASSA!!!!". Ouvir o quê? Ouvir que ele cagou nas duas primeiras corridas e tá em sexto no campeonato por causa disso? Nada mudou com relação aos GPs da Austrália e Malásia. Os erros de Massa não foram apagados.

No final da corrida, com tudo o que foi dito anteriormente, Felipe mostrou ter consciência do mau momento que atravessou no início da temporada. E que precisa ser constante para entrar de verdade na briga pelo campeonato.

Não importa o que diga a televisão ou mesmo a rádio. Massa não está na F-1 para dar um título ao Brasil. Ele não deve isso ao país, que, aliás, não tem nenhuma categoria-base que preste para os seus pilotos. A F-Renault, por exemplo, foi extinta pela própria montadora francesa, e nada que chegue ao seu nível foi construído em substituição. Não existe interesse da CBA, infelizmente.

Teve um cara que assumiu sim o país na categoria, com sucesso. Ayrton Senna colocava o Brasil na F-1. Puxava a bandeira a cada vitória, dedicava todas as suas conquistas aos brasileiros, criava rixas contra a França do (agora) finado Balestre e de Prost. Alguns consideram isso a maior de todas as demagogias (além de oportunismo), outros consideram patriotismo. Se é certo ou errado, não importa. Senna se garantia no volante e também no jogo de cintura, conseguindo colocar grande parte dos brasileiros, em uma época totalmente diferente da atual, ao seu lado.

Não se pode cobrar isso de Massa ou Nelsinho. Nem de Barrichello, apesar de ele mesmo ter feito isso depois da morte de Senna. São todos bons pilotos. Massa pode até ser campeão nesse ano. Mas ainda está longe do nível de Raikkonen e mais ainda do de Fernando Alonso, que sofre nesta temporada na Renault. Sem contar a molecada que ataca a F-1, como Vettel, Kubica, Rosberg...

E ainda que fosse melhor que Schumacher, Senna, Clark, Prost e Piquet juntos, Felipe não teria a mínima obrigação de exaltar o próprio país a cada conquista.

Massa, mesmo que leve o título, não será Senna e nem o Brasil na F-1. Ainda bem, diga-se. Ele tem sua própria personalidade, com defeitos e qualidades.

Cabe aos brasileiros e aos locutores-torcedores (no plural mesmo) aceitarem ambos.