Brother Ricardo Zanirato, parceiro dos tempos de Terra (e de ótimos "happy hour"), postou na quarta-feira em seu novo blog, o Olocobitcho's (devidamente linkado à direita), que o Corinthians fechou patrocínio com o Bradesco para 2009, e que o Palmeiras vai estampar a marca da Samsung.
Bom, tá aqui a notícia. Esperemos para ver se vai se confirmar. Se rolar, ele cantou a bola na quarta-feira, e me mandou na hora em que postou. Registrado.
E boa sorte com o blog, que já tá bombando! Diferentemente de alguns de seus amigos, que só postam de vez em nunca e sem periodicidade alguma, o Ricardo tá mandando bem no blog.
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domingo, 14 de dezembro de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Notícias que não vimos nesse ano (Parte 2)
A continuação, agora com o tal "trauma" palmeirense do interior. "Trauma" esse que não foi reacendido coisa nenhuma. Muito pelo contrário.
Título da Ponte reacende "trauma do interior" no Palmeiras
O título paulista da Ponte Preta conquistado neste domingo, após vencer o Palmeiras por x a x no Parque Antarctica, trouxe de volta ao clube alviverde o trauma de perder um torneio para uma equipe do interior do estado de São Paulo.
Em 1978, o Guarani, também de Campinas, despachou o Palmeiras nas duas finais do Campeonato Brasileiro, vencendo ambas por 1 a 0. Na primeira partida, no Morumbi o goleiro do time paulistano Emerson Leão foi expulso após agredir o atacante Careca, do Guarani. Além da exclusão do goleiro, hoje técnico do Santos, foi marcado pênalti para a equipe de Campinas, convertido por Zenon.
No segundo jogo, no estádio Brinco de Ouro, nova vitória do Guarani, dessa vez com gol de Careca, um dos destaques do time campineiro, rival histórico da Ponte Preta.O outro revés palmeirense para clubes do interior em finais foi em 1986, quando Kita e Tato ajudaram a Internacional de Limeira a superar o Palmeiras na decisão do Campeonato Paulista.
Apesar de os dois jogos serem realizados no estádio do Morumbi, em São Paulo, a Inter levou o campeonato com um empate e uma vitória nas decisões. Na primeira partida, os dois clubes empataram em 0 a 0. No jogo decisivo, a Inter venceu por 2 a 1, com gols de Kita e Tato. Amarildo descontou para o Palmeiras.
Foi o único título estadual da equipe de Limeira, então dirigida por Pepe, ex-jogador do Santos. O Palmeiras, por sua vez, tinha como treinador José Luiz Carbone, hoje coordenador técnico da Ponte Preta.
O comum entre as decisões de 1978 e 1986 é que ambas foram disputadas na época em que o Palmeiras ficou 17 anos sem conquistar um título, entre 1976 e 1993.O título estadual de 1976 do Palmeiras, inclusive, havia sido ganho contra outra equipe do interior: o XV de Piracicaba.
Título da Ponte reacende "trauma do interior" no Palmeiras
O título paulista da Ponte Preta conquistado neste domingo, após vencer o Palmeiras por x a x no Parque Antarctica, trouxe de volta ao clube alviverde o trauma de perder um torneio para uma equipe do interior do estado de São Paulo.
Em 1978, o Guarani, também de Campinas, despachou o Palmeiras nas duas finais do Campeonato Brasileiro, vencendo ambas por 1 a 0. Na primeira partida, no Morumbi o goleiro do time paulistano Emerson Leão foi expulso após agredir o atacante Careca, do Guarani. Além da exclusão do goleiro, hoje técnico do Santos, foi marcado pênalti para a equipe de Campinas, convertido por Zenon.
No segundo jogo, no estádio Brinco de Ouro, nova vitória do Guarani, dessa vez com gol de Careca, um dos destaques do time campineiro, rival histórico da Ponte Preta.O outro revés palmeirense para clubes do interior em finais foi em 1986, quando Kita e Tato ajudaram a Internacional de Limeira a superar o Palmeiras na decisão do Campeonato Paulista.
Apesar de os dois jogos serem realizados no estádio do Morumbi, em São Paulo, a Inter levou o campeonato com um empate e uma vitória nas decisões. Na primeira partida, os dois clubes empataram em 0 a 0. No jogo decisivo, a Inter venceu por 2 a 1, com gols de Kita e Tato. Amarildo descontou para o Palmeiras.
Foi o único título estadual da equipe de Limeira, então dirigida por Pepe, ex-jogador do Santos. O Palmeiras, por sua vez, tinha como treinador José Luiz Carbone, hoje coordenador técnico da Ponte Preta.
O comum entre as decisões de 1978 e 1986 é que ambas foram disputadas na época em que o Palmeiras ficou 17 anos sem conquistar um título, entre 1976 e 1993.O título estadual de 1976 do Palmeiras, inclusive, havia sido ganho contra outra equipe do interior: o XV de Piracicaba.
Notícias que não vimos nesse ano (Parte 1)
Domingo agora, o Palmeiras deu um show na Ponte, meteu 5 a 0 e levou um título depois de 12 anos. Coitada da Ponte, nunca ganhou nada e dessa vez não deu nem pro cheiro, mesmo chegando na final e fazendo uma bela campanha no Paulista.
Mas sobre isso todos já leram.
Nos resta imaginar o que teria acontecido se o time de Campinas, após tanto tempo batendo na trave, conquistasse o título. Para amenizar isso, vou publicar no blog duas notas que já estavam prontas na FOL caso o time de Sérgio Guedes revertesse a situação e ganhasse o campeonato. Jornalista tem de estar sempre pronto para essas zebras.
Agora, podemos imaginar um pouco mais sobre essa situação fantasiosa. Vai em duas partes aqui no blog.
Ponte Preta repete Inter de Limeira e leva Paulista fora de casa
A surpreendente vitória da Ponte Preta sobre o Palmeiras neste domingo, pela decisão do Campeonato Paulista-2008, marcou também a segunda vez em que um time do interior veio a São Paulo para celebrar seu primeiro título do Estadual.
O feito do time do técnico Sérgio Guedes repete o da Internacional de Limeira, que bateu o mesmo Palmeiras em 1986, por 2 a 1, gols de Kita e Tato. Amarildo descontou para o Palmeiras. A diferença é que, ao contrário da Ponte, que venceu o Palmeiras no Parque Antarctica, a Inter superou o clube alviverde no estádio do Morumbi.
Foi o único título estadual da equipe de Limeira, então dirigida pelo ex-jogador do Santos Pepe. José Luiz Carbone, hoje coordernador técnico da Ponte Preta, era justamente o treinador do Palmeiras.
Do elenco atual da Ponte, apenas três jogadores (César, Deda e Bilica) já haviam conquistado um título de divisão de elite. César, que não jogou a final, é o único que já tinha ganhado um Paulista.
Memória
Além da Inter de Limeira e da Ponte Preta, nos anos 80 outros dois times venceram o Estadual na cidade do rival. Em 1984, com o Paulista disputado em pontos corridos, o Santos bateu o Corinthians no Morumbi. Em 1988, foi o Corinthians que ganhou a final contra o Guarani, em Campinas.
A equipe litorânea já obtivera o feito em 1973. Na final, vencia a Portuguesa nos pênaltis. Por um erro do árbitro Armando Marques, que encerrou as cobranças antes de o resultado estar definido, o título foi dividido entre os dois clubes.
Mas sobre isso todos já leram.
Nos resta imaginar o que teria acontecido se o time de Campinas, após tanto tempo batendo na trave, conquistasse o título. Para amenizar isso, vou publicar no blog duas notas que já estavam prontas na FOL caso o time de Sérgio Guedes revertesse a situação e ganhasse o campeonato. Jornalista tem de estar sempre pronto para essas zebras.
Agora, podemos imaginar um pouco mais sobre essa situação fantasiosa. Vai em duas partes aqui no blog.
Ponte Preta repete Inter de Limeira e leva Paulista fora de casa
A surpreendente vitória da Ponte Preta sobre o Palmeiras neste domingo, pela decisão do Campeonato Paulista-2008, marcou também a segunda vez em que um time do interior veio a São Paulo para celebrar seu primeiro título do Estadual.
O feito do time do técnico Sérgio Guedes repete o da Internacional de Limeira, que bateu o mesmo Palmeiras em 1986, por 2 a 1, gols de Kita e Tato. Amarildo descontou para o Palmeiras. A diferença é que, ao contrário da Ponte, que venceu o Palmeiras no Parque Antarctica, a Inter superou o clube alviverde no estádio do Morumbi.
Foi o único título estadual da equipe de Limeira, então dirigida pelo ex-jogador do Santos Pepe. José Luiz Carbone, hoje coordernador técnico da Ponte Preta, era justamente o treinador do Palmeiras.
Do elenco atual da Ponte, apenas três jogadores (César, Deda e Bilica) já haviam conquistado um título de divisão de elite. César, que não jogou a final, é o único que já tinha ganhado um Paulista.
Memória
Além da Inter de Limeira e da Ponte Preta, nos anos 80 outros dois times venceram o Estadual na cidade do rival. Em 1984, com o Paulista disputado em pontos corridos, o Santos bateu o Corinthians no Morumbi. Em 1988, foi o Corinthians que ganhou a final contra o Guarani, em Campinas.
A equipe litorânea já obtivera o feito em 1973. Na final, vencia a Portuguesa nos pênaltis. Por um erro do árbitro Armando Marques, que encerrou as cobranças antes de o resultado estar definido, o título foi dividido entre os dois clubes.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Pimenta e latrina
O Palmeiras confirmou seu favoritismo e eliminou o São Paulo do Campeonato Paulista. Infelizmente, e mais uma vez, o futebol é esquecido em lugar das polêmicas que o cercam.
A história da semifinal de anteontem será lembrada mesmo como o "clássico do gás de pimenta", mesmo que a polícia já tenha descartado que o gás tóxico espirrado no vestiário do São Paulo seja feito do condimento que me faz mal quando colocam nas comidas. De acordo com os homens da lei, o negócio era genérico, "da 25 de Março", como disseram.
Original ou genérico, o fato é que o gás foi um golpe sujo no futebol, seja quem tenha feito isso. Não acho que o São Paulo forjaria essa situação, prejudicando a preparação de seus atletas durante o intervalo de uma partida que estava em desvantagem só pra aumentar sua picuinha particular com a diretoria do Palmeiras. Também (quase) duvido que o Palmeiras, que queria de qualquer forma demonstrar o quanto o Parque Antarctica era propício para os jogos decisivos, tenha dado um tiro no pé para conseguir uma suposta vantagem no jogo contra o São Paulo.
Posto tudo isso, e ressaltando que a polícia não pode descartar nenhuma hipótese, de que vai haver investigação, tudo será apurado e blablabla, o que se tira do episódio é como as duas diretorias passaram dos limites em sua briga particular.
Primeiro, todo aquele lenga-lenga do meio da semana. Marco Aurélio Cunha de um lado, Toninho Cecílio do outro. Afinal, quem são esses caras mesmo? E o que fizeram no domingo? Não lembro de nenhum gol marcado por algum dos dois.
Muricy teve uma bela atitude na sexta-feira quando alertou que os dirigentes precisavam tomar cuidado em tratar aquilo como "guerra" e deveriam pensar nas conseqüências de suas declarações. Ainda mais em um ambiente tão cheio de animosidade como é o futebol. Sim, infelizmente é assim, enquanto os estádios estiverem lotados dos mesmos bandidos e covardes que infestam nossa sociedade.
O caso do gás precisa ser analisado com mais frieza pela diretoria do Palmeiras, que se diz atenta com o desfecho da história. Precisa ficar atenta mesmo, para saber como evitar que esse tipo de coisa aconteça novamente. Afinal, a FPF já deu a maior das colheres de chá ao marcar a segunda final contra a Ponte no Palestra, ignorando tudo que aconteceu e a agressão cometida em um palco supostamente cuidado pelo Palmeiras.
E é aí que morre tudo. A diretoria do Palmeiras precisa entender que tem responsabilidade sim no que aconteceu porque era a responsável pela segurança no estádio. Assim, é necessário um pedido formal de desculpas com o inimigo (não apenas rival, ou adversário: inimigo é o termo apropriado). Ao lado desse pedido, aí sim, as informações de que tudo será apurado, etc.
Em vez disso, o clube diz que o São Paulo armou um "factóide" (termo que foi usado pelos cartolas) e Vanderlei Luxemburgo insinua que foi o clube do Morumbi que armou tudo, sempre com o discurso polical de "não podemos descartar hipótese alguma".
As coisas realmente não estão certas. Essa "guerra" que São Paulo e Palmeiras criaram é culpa exclusiva dos clubes. A imprensa, por pior que seja (e às vezes é horrível mesmo), está apenas noticiando as bobagens. Mais ou menos como um esgoto. A fonte, ou melhor, a latrina, são os cartolas.
ET: Por algumas coisas que eu já vi, aposto que, ao fim das investigações, a polícia apenas concluirá por onde o gás foi soltado. E só. O responsável é praticamente impossível determinar.
A não ser que eles tenham em mãos alguma evidência extraordinária que ninguém saiba, vai ficar por isso mesmo. Se apontarem que o gás veio de algum tubo de ventilação cujo acesso seja da torcida, pronto, veio de lá, foi algum torcedor bandido, pronto. Se apontarem que veio de dentro do vestiário, vai ficar a tal "dúvida" de que foi o São Paulo. Mas provar isso? Provar que ninguém entrou lá a não ser integrantes do clube do Morumbi? Provar que o São Paulo teria cometido uma das maiores pilantragens da história, passível de grave punição? Precisariam de muitas provas.
Parece bem difícil. Ainda mais por não se tratar do caso Isabella Nardoni ou de algo realmente relevante para a segurança pública. É apenas e somente um jogo de futebol.
E a história do "clássico da pimenta" será sempre um mistério.
A história da semifinal de anteontem será lembrada mesmo como o "clássico do gás de pimenta", mesmo que a polícia já tenha descartado que o gás tóxico espirrado no vestiário do São Paulo seja feito do condimento que me faz mal quando colocam nas comidas. De acordo com os homens da lei, o negócio era genérico, "da 25 de Março", como disseram.
Original ou genérico, o fato é que o gás foi um golpe sujo no futebol, seja quem tenha feito isso. Não acho que o São Paulo forjaria essa situação, prejudicando a preparação de seus atletas durante o intervalo de uma partida que estava em desvantagem só pra aumentar sua picuinha particular com a diretoria do Palmeiras. Também (quase) duvido que o Palmeiras, que queria de qualquer forma demonstrar o quanto o Parque Antarctica era propício para os jogos decisivos, tenha dado um tiro no pé para conseguir uma suposta vantagem no jogo contra o São Paulo.
Posto tudo isso, e ressaltando que a polícia não pode descartar nenhuma hipótese, de que vai haver investigação, tudo será apurado e blablabla, o que se tira do episódio é como as duas diretorias passaram dos limites em sua briga particular.
Primeiro, todo aquele lenga-lenga do meio da semana. Marco Aurélio Cunha de um lado, Toninho Cecílio do outro. Afinal, quem são esses caras mesmo? E o que fizeram no domingo? Não lembro de nenhum gol marcado por algum dos dois.
Muricy teve uma bela atitude na sexta-feira quando alertou que os dirigentes precisavam tomar cuidado em tratar aquilo como "guerra" e deveriam pensar nas conseqüências de suas declarações. Ainda mais em um ambiente tão cheio de animosidade como é o futebol. Sim, infelizmente é assim, enquanto os estádios estiverem lotados dos mesmos bandidos e covardes que infestam nossa sociedade.
O caso do gás precisa ser analisado com mais frieza pela diretoria do Palmeiras, que se diz atenta com o desfecho da história. Precisa ficar atenta mesmo, para saber como evitar que esse tipo de coisa aconteça novamente. Afinal, a FPF já deu a maior das colheres de chá ao marcar a segunda final contra a Ponte no Palestra, ignorando tudo que aconteceu e a agressão cometida em um palco supostamente cuidado pelo Palmeiras.
E é aí que morre tudo. A diretoria do Palmeiras precisa entender que tem responsabilidade sim no que aconteceu porque era a responsável pela segurança no estádio. Assim, é necessário um pedido formal de desculpas com o inimigo (não apenas rival, ou adversário: inimigo é o termo apropriado). Ao lado desse pedido, aí sim, as informações de que tudo será apurado, etc.
Em vez disso, o clube diz que o São Paulo armou um "factóide" (termo que foi usado pelos cartolas) e Vanderlei Luxemburgo insinua que foi o clube do Morumbi que armou tudo, sempre com o discurso polical de "não podemos descartar hipótese alguma".
As coisas realmente não estão certas. Essa "guerra" que São Paulo e Palmeiras criaram é culpa exclusiva dos clubes. A imprensa, por pior que seja (e às vezes é horrível mesmo), está apenas noticiando as bobagens. Mais ou menos como um esgoto. A fonte, ou melhor, a latrina, são os cartolas.
ET: Por algumas coisas que eu já vi, aposto que, ao fim das investigações, a polícia apenas concluirá por onde o gás foi soltado. E só. O responsável é praticamente impossível determinar.
A não ser que eles tenham em mãos alguma evidência extraordinária que ninguém saiba, vai ficar por isso mesmo. Se apontarem que o gás veio de algum tubo de ventilação cujo acesso seja da torcida, pronto, veio de lá, foi algum torcedor bandido, pronto. Se apontarem que veio de dentro do vestiário, vai ficar a tal "dúvida" de que foi o São Paulo. Mas provar isso? Provar que ninguém entrou lá a não ser integrantes do clube do Morumbi? Provar que o São Paulo teria cometido uma das maiores pilantragens da história, passível de grave punição? Precisariam de muitas provas.
Parece bem difícil. Ainda mais por não se tratar do caso Isabella Nardoni ou de algo realmente relevante para a segurança pública. É apenas e somente um jogo de futebol.
E a história do "clássico da pimenta" será sempre um mistério.
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