Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mala... de dinheiro!


Estamos em uma reta final de Campeonato Brasileiro. Fala-se sobre julgamentos estranhos no STJD. Decisões incoerentes da arbitragem. Supostas ajudas a São Paulo, Palmeiras, Flamengo e agregados.

O entorno do futebol é um saco. É um saco tão grande que mancha o esporte e o deixa ainda menos atraente, não bastasse o baixo nível técnico dos times que não conseguem segurar seus craques, apesar das melhoras de 2009, quando assistimos a Ronaldo, Adriano e Fred, além das boas fases de Diego Tardelli e Diego Souza, entre outros.

Mas não vou ser mais um que questionará o gol maluco que o juiz anulou e desanulou no Palmeiras x Sport. Nem ficar perguntando como que o Simon pode ir para sua terceira Copa fazendo cagada pós-cagada. Comentarei sim a mala preta do Barueri.

"Preta?", alguém há de perguntar. Sim, preta. O que diabos é a "mala branca"? Muitos, incluindo grande parte da imprensa, consideram que mala preta é o "incentivo financeiro (dinheiro) para um outro time perder um jogo" e a mala branca define o "incentivo financeiro (dinheiro) para um outro time ganhar um jogo". Mas... quem inventou essa convenção?

Meu ex-chefe de FOL, Eduardo Vieira da Costa, dizia e defende a tese de que a "mala branca" é uma invenção recente da imprensa apenas para diferenciar da "preta", que teria uma conotação negativa. Há alguns anos, tudo era "mala preta". Mas algum gênio redefiniu os termos e os jornalistas embarcaram em mais um desses jargões futebolísticos malucos.

Edu diz também que essa coisa de mala preta e branca pode até passar uma indesejada conotação racial, a qual não creio que tenha motivado a criação do termo. Mesmo assim, concordo que a mensagem possa ser entendida dessa forma pejorativa. Concordo 100% com o veto da "mala branca". O R7 (ainda bem) pensa a mesma coisa.

Isso tudo era um desespero para um ex-colega meu, de nome Leandro, também jornalista e que ficava louco com a FOL. Ele mandou uns 200 e-mails, em diferentes campeonatos, nos chamando de imbecis porque "confundíamos" as malas pretas e brancas, azuis e vermelhas, e coisas do tipo.

Tudo condenável

No fim das contas, tudo deveria ser chamado de "mala de dinheiro" mesmo. E é tudo condenável. Se uma é condenável esportivamente, a outra é condenável profissionalmente. Nenhum time deve receber dinheiro de outro time (seja dirigente, jogadores ou até mesmo torcedores) para se dedicar mais em determinada partida. Isso não tem o menor sentido. O salário acertado em contrato deve suprir isso. Nada mais.

Quer dizer que o Corinthians, por exemplo, precisa de dinheiro do São Paulo para tentar ganhar do Flamengo? Não basta um negócio chamado "dedicação à profissão"? Aliás, existe isso no futebol?

E essas relações libidinosas entre clubes precisam ser combatidas. Cada um que cuide do seu. E todos os jogos precisam ser disputados em iguais condições entre os adversários. O que significa, por exemplo, que o Flamengo não deveria poder proibir o Palmeiras de escalar o Obina em um confronto entre os dois. Se ele jogou contra todos os outros, tem que encarar o Mengão também. Condições iguais. Quem mandou emprestar?

Obina, um dos principais jogadores do Palmeiras atual, não jogou na partida entre os dois, válida pela 30a. rodada do Brasileirão, no Palestra. E o Mengão meteu 2 a 0. Se Obina tivesse jogado, quem sabe o Palmeiras não teria ganhado? Agora, seria o líder do Brasileiro, empatado com o São Paulo, e poderia ter tirado o Flamengo da briga.

Mas quem vai se preocupar com essas coisas pequenas, que envolvem palavras estranhas como "ética" e "moralmente condenável"? Melhor dizer que vai investigar e deixar tudo do jeito que está. Mudar para quê?

Não podemos esquecer que a prioridade do STJD é punir jogadores que já foram punidos em campo por suas infrações. E depois, é claro, "despuní-los", revertendo a suspensão para cestas básicas e papagaiadas do tipo. Além de tirar mandos de campo por motivos nebulosos.

É um saco mesmo. Que bom seria se o esporte fosse a manchete, e não o detalhe, do futebol...

domingo, 19 de julho de 2009

Tudo muito engraçado

No começo do ano, mais precisamente no dia 9 de março, Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro, ficou bravo.

Ronaldo, em entrevista ao Faustão, ainda bem acima do peso e logo após estrear pelo Corinthians, brincou ao lembrar o início da carreira: "No Cruzeiro eu passava fome, era magro porque não tinha o que comer."

Perrella tomou as dores. Em nota oficial, disse tudo isso:

"A estúpida declaração do jogador Ronaldo Nazário no programa Domingão do Faustão, ao afirmar que era magro porque passava fome quando jogou pelo Cruzeiro nos causou enorme estranheza. Primeiramente, o Cruzeiro Esporte Clube quer esclarecer que magro, desnutrido e sem base educacional era o garoto que chegou para treinar no clube no início da década de 90.

Na Toca da Raposa Ronaldo recebeu acompanhamento de nutricionistas, preparadores físicos e também de professores para dar-lhe educação formal. Tal transformação foi tão extraordinária que o atleta, com apenas 17 anos, foi convocado para a Copa do Mundo de 1994.

Infelizmente, com o passar do tempo um dos maiores jogadores do planeta passou a ocupar mais espaço nas manchetes por causa de suas atitudes fora das quatro linhas do que dentro dos gramados. Com uma vida conturbada e polêmica, recheada de escândalos e controvérsias, Ronaldo parece ter perdido o equilíbrio que se espera dos grandes ídolos."

Ou seja, sobrou até para a vida pessoal do atacante, em um caso no qual o tom de brincadeira era explícito.

Mas tudo passa. Perrella, que nunca se desculpou por essas palavras dirigidas ao ex-ídolo cruzeirense, entregou hoje uma placa a Ronaldo por seus feitos pelo clube mineiro. Posou lá, todo bonitão, com o jogador mais badalado do Brasil.


É claro que a homenagem do Cruzeiro é bonita e justa, diferentemente da postura e atitude de seu presidente.

E tem mais: se você tentar seguir o link da nota oficial publicada pelo presidente do Cruzeiro em março, no site oficial do clube, endereço este registrado na matéria feita na época pela Folha Online (que acho até que foi escrita por mim), você simplesmente não consegue abrir a nota -é direcionado para a home do site oficial.

Afinal, é mais fácil (tentar) apagar o passado do que (tentar) corrigi-lo.

Crédito da foto: VipComm/Divulgação

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Pitacos de fim de Brasileirão

- Para começar, o primeiro Nacional sem o meu Corinthians. Analisei tudo de longe, sem se me preocupar com a paixão, porque ela estava fazendo um (merecido) estágio na Segunda Divisão, e agora à primeira retorna (também de forma merecida);

- É, agora não dá mais. Como um time que ficou 11 pontos atrás dos líderes e chegou a ficar de fora da zona da Libertadores consegue conquistar o título? Primeiramente, mantendo uma invencibilidade de 18 jogos. Segundo, contando com a fragilidade dos adversários, seja ela técnica (Grêmio), emocional (Cruzeiro) e/ou organizacional (Palmeiras e Flamengo, respectivamente). Em um meio tão provocador quanto o futebol, o São Paulo é insuportável para todos os outros torcedores, principalmente os rivais paulistas. Por quê? Porque dá tudo certo lá. E o clube se vangloria disso, de forma irritante. Mas reclamar do quê? O futebol é e sempre foi assim. Sorte e mérito deles;

- Mais um campeonato que acaba com 38 rodadas e 20 equipes de chororô contra a arbitragem. Da série "Para esquecer" do Brasileirão. Todo mundo reclama, mas o clube não procura aprender e orientar seus jogadores sobre a arbitragem. Como, então, cobrar da Comissão de Árbitros sem nem entender as regras do futebol direito?

- Porque os juízes, por sua vez, também demonstraram pouca familiaridade com as regras, sempre aplicando diferentes critérios e "estilos". Não estaria na hora de se ousar uma profissionalização para tentar a melhorar a classe? Afinal, é uma profissão, amadora apenas na hora de se pagar o trabalhador. A cobrança é imensa, mas como acabar com essa zona que é a arbitragem sem regularizá-la?

- Aliás, Brasil, o país dos chorões. O lugar onde sempre alguém é prejudicado por outro alguém que é mais esperto. Como posso fazer o bem, se o outro vai me passar a perna? Pensamento típico e triste na nação;

- Ainda ligado ao assunto arbitragem, bizarro pero importante o discurso de Carlos Eugênio Simon há pouco, na premiação da CBF sobre os melhores do campeonato. Bizarro porque ele enfrentou algumas vaias deselegantes, provavelmente daqueles cartolas chorões, com uma fala inflamada, pregando a favor do árbitro, o "álibi de todos os erros". Mas importante porque defendeu publicamente o Wagner Tardelli, colocado covardemente sob suspeita em um atitude misteriosa e mau-explicada de FPF e CBF. CBF essa que acabou cumprimentada de forma prevísivel e contraditória pelo próprio Simon, em seu discurso no estilo governador Covas x professores de SP, com direito a apupos e rostos constrangidos;

- Aliás, aparentemente o sr. Marco Polo Del Nero "não compreendeu" o peso de sua atitude, disse que a acusação sobre Wagner Tardelli pode ter sido um trote, que alguém se enganou, e blablabla. Covarde, caro Del Nero. Acuse, prove. Tinha o tal envelope, mostre-o. Explique. Como sua secretária conseguiu a informação de que o Tardelli receberia dinheiro, ingresso da Madonna, pedaço da grama do Morumbi ou o que quer que seja, para ajudar o São Paulo? Se foi dentro da FPF, vocês apuraram alguma coisa? Ou simplesmente falaram "olha, tem essa história aqui e vocês da CBF e do MP que investiguem, não sei de mais nada". Caso tenha sido apurado, estou certo de que será esclarecido. Se o cenário estiver mais para o "não sei direito como aconteceu" e "agora está tudo bem, já acabou", como parece, abandone já o seu cargo. Não se pode permitir tamanha leviandade de um presidente de uma federação estadual;

- Se fosse um jornalista e não provasse, certamente seria processado. Atitude que, espero, seja tomada pelo São Paulo, após o inquérito(?) do STJD sobre o caso;

- Com vocês, o tribunal que vai moralizar o futebol brasileiro: o STJD! Estrelando Paulo Schmitt. Socou o adversário? Tá pensando o quê, 3 meses de suspensão! Tá bom vai, um mês. Beleza, cumpra dois jogos que fica elas por elas. E foi assim o ano inteiro, sem coerência, prudência, eficiência e, principalmente, Justiça. Sempre gritando alto e agindo pouco, ajudando alguns e prejudicando todos;

- Voltando a falar sobre leviandade e jornalismo, é engraçado constatar que aqueles torcedores que acham que devemos "falar as verdades na televisão, denunciando as 'roubalheiras'" são os mesmos que dispensam um aspecto chamado "prova" para que tais "denúncias" sejam feitas. Sem provas, ou mesmo indícios, não temos história, ué;

- Sobre futebol? Falei no começo, esqueceu? É que não tenho muito a falar sobre aspectos técnicos, táticos e cháticos do futebol. Isso deixo para os outros feras que entendem bem mais sobre o assunto. E não faltam textos na internet sobre isso;

- Meu negócio mesmo é cornetar as chatices do esporte mais importante do Brasil. Com a esperança de que um dia ele se desenvolva, pelos menos nesses assuntos.

domingo, 13 de julho de 2008

Acabem com os pênaltis


Parabéns à LDU, parabéns ao Fluminense.

Com mais de uma semana de atraso, não vou comentar sobre as circunstâncias que fizeram com que o time carioca perdesse aquele que seria o maior título de sua história. Todo mundo já falou sobre isso, com muito mais propriedade, e eu não tenho nada a acrescentar.

O que eu quero comentar é sobre a maldita disputa de pênaltis para decidir um título. É injusto demais. Creio que o futebol seja um dos poucos esportes que têm uma definição como essa, baseada puramente na sorte.

Sim, é sorte. Essa história de "pênalti é treino" é a mais pura balela. Não defendo aqui que as cobranças não devam ser treinadas. Precisam ser ensaiadas, e muito. Só não acho que o treino defina a favor (talvez contra). Isso porque todas as equipes acabam treinando, e muitas vezes isso acaba não influenciando em nada. O que pega mesmo é o equilíbrio emocional e a frieza.

Porque na hora da cobrança, o craque some e quase sempre erra. Nem preciso lembrar exemplos como Zico (Copa 86), Baggio (Copa 94), Marcelinho (Libertadores 2000), Cristiano Ronaldo (Champions 2008), Romário (Mundial 2000), Edmundo e Palermo (em quase todas as cobranças)... A responsabilidade pesa demais? Talvez. É mais fácil ser um zagueirão qualquer e encher o pé. Esses caras quase sempre acertam.

Outra coisa: às vezes o goleiro se adianta demais e defende. Dida fez isso a carreira inteira e deu certo. E, fora do Brasil, é praticamente irreal que o juiz marque esse tipo de infração. Mais uma das brigas da Fifa com as regras -indefinidas e não esclarecidas- do futebol.

Por último, cansei de ver jogos tão complicados e cheios de alternativas sendo decididos em cinco chutes a gol. Sinceramente, percebo que tudo se resume a isso. Esses cinco chutes do seu time e os outro cinco do adversário. É pequeno demais para o tamanho de uma decisão de Taá Libertadores.

Como solução, sugiro que sempre se ache algum tipo de vantagem para um dos times. Gols marcados fora de casa ou melhor campanha na competição, pra começo de conversa. No caso da Libertadores e de alguns outros torneios (nos quais a "melhor campanha" é subjetiva, pois os adversários enfrentados são diferentes), sugiro uma segunda prorrogação (valendo gol de ouro) e a possibilidade de substituir todos os jogadores possíveis, para que o time se renove.

Não é nada muito técnico e nem elaborado, você pode até dar risada das minhas sugestões. Mas são apenas divagações, de alguém que não agüenta mais ver o futebol sendo decidido praticamente no "cara e coroa", com a moeda sendo jogada dez vezes para o alto. Vamos encontrar algo mais justo. Até para poupar nossos corações.

Crédito da foto da merecida campeã (pênaltis à parte): Bruno Domingos (Reuters)



terça-feira, 3 de junho de 2008

O abuso e a herança maldita


Foto: Agência Estado

A cena de ontem no estádio dos Aflitos, com o zagueiro André Luiz saindo do gramado preso porque foi expulso de campo, certamente é uma das imagens mais lamentáveis do futebol brasileiro neste ano.

Começo o texto dessa forma para atestar o que aconteceu, no final das contas. Como a confusão começou? A partir do momento em que André Luiz foi abordado pela polícia de forma truculenta e, pior, inexplicável.

Como explicar que um jogador expulso, por mais descontrolado que tenha ficado, por pior que seja, por mais que quebre pernas de adversários, saia de um jogo preso? Porque mostrou o dedo para a torcida? O que a polícia tem a ver com isso? Ele será punido na esfera esportiva, de qualquer jeito. E merece tomar um gancho sim por todo seu destempero.

Mas, a partir do momento em que os xerifes agiram, aí não se pode ter sangue de barata. A tenente-celebridade falou um monte sobre o jogador do Botafogo, mas esqueceu de explicar o porquê de ela ter ido abordá-lo. André Luiz já se encaminhava aos vestiários, não precisava da polícia para isso.

E as cenas que se seguiram nos fizeram remeter a um momento bem particular da nossa história, do qual não convivi, mas ouvi e li relatos de parentes, famosos e anônimos. Sim, lembrei da ditadura, onde a definição "abuso de autoridade" não existia. Até porque o governo militar era a encarnação do maior dos abusos de autoridade.

Os policiais alegaram desacato. Que pena que André Luiz não pode simplesmente alegar desrespeito. Mas o show para a torcida, extremamente inflamada, já que o cara que os ofendeu estava ali sendo humilhado na frente de todos, valeu. A saída dele pelo acesso dos torcedores foi quase que um convite ao linchamento. Foi para assustar o jogador. Foi de assustar a todos que assistiam, temendo pelo atleta, pelos torcedores, pelo Bebeto de Freitas e até mesmo pelos policiais que faziam a "escolta".

Muito se falou sobre os culpados. Para mim, o André Luiz é um deles. O Náutico, apenas se for comprovado que o clube teve culpa na história do vestiário trancado. A Federação Pernambucana, pelo mesmo motivo. Aliás, o Náutico se julga inocente de tudo que aconteceu. Creio que seja mesmo, com relação a isso. O problema é quando seu presidente, Maurício Cardoso, saia dando entrevistas dizendo que a polícia fez o certo. Cardoso deu o aval. Mesmo que o Náutico não tenha nenhum poder na segurança pública de PE, esse atestado é temerário. Encoraja os xerifes a fazerem tudo de novo, com o aval do clube de seu estado.

E não há nada que justifique a atitude destes "homens da lei", que trataram um jogador mal-educado e estourado como um bandido perigoso, que acabou de cometer um crime hediondo. Não tem como explicar o fato de o vestiário ficar trancado. Ah, tinham 200 caras do Botafogo na porta? Que saíssem todos, então. Duvido que a intenção dos dirigentes da equipe do Rio seria de que o André Luiz não entrasse e ficasse exposto àquele risco e à violência.

Agora, teremos Sport e Corinthians fazendo o segundo jogo das finais da Copa do Brasil no Recife. Espero que a polícia pernambucana reflita e entenda sua real posição no jogo, que é apenas de oferecer segurança, e não criar tumultos ou showzinhos onde eles não existem. Sem pão e circo da próxima vez, por favor. Aqueles tempos já passaram e que fiquem bem para trás.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Inacreditável

Na quarta passada, o Flamengo foi ao México, deu show e venceu o América por 4 a 2, pelo jogo de ida das oitavas-de-final da Libertadores.

Hoje, o time podia perder por até dois gols. Fez de tudo para ser derrotado por 2 a 0. Acabou tomando mais um. 3 a 0 para o América, em pleno Maracanã. Foi a coisa mais bizarra que eu vi. Conseguiram perder a vaga. Impressionante.

Nem o meu Coringão, especialista em eliminações na Libertadores, chegou perto de um vexame desses.

E ficou a festa do título carioca, festa de despedida para o Joel Santana, festa pela vinda do Caio Júnior. De presente, essa sacolada chicana.

Não consigo pensar em outra coisa a não ser "salto alto". Os caras tinham certeza de que iriam classificar.

E o Caio Jr., que, dirigindo o Goiás, conseguiu perder para o Coringão por 4 a 0 depois de ter vencido em Goiânia por 3 a 1, não mudará de ares coisa nenhuma com essa ida pelo Flamengo.

Se ele achou que com o Goiás, onde também perdeu o estadual para o Itumbiara, era difícil, quero ver como ele vai lidar com o Flamengo. Tenho simpatia pelo Mengão, espero que dê certo. Quase digo que era o meu time na Libertadores.

Mas, depois dessa eliminação, já até me arrependo.

Notícias que não vimos nesse ano (Parte 2)

A continuação, agora com o tal "trauma" palmeirense do interior. "Trauma" esse que não foi reacendido coisa nenhuma. Muito pelo contrário.

Título da Ponte reacende "trauma do interior" no Palmeiras

O título paulista da Ponte Preta conquistado neste domingo, após vencer o Palmeiras por x a x no Parque Antarctica, trouxe de volta ao clube alviverde o trauma de perder um torneio para uma equipe do interior do estado de São Paulo.

Em 1978, o Guarani, também de Campinas, despachou o Palmeiras nas duas finais do Campeonato Brasileiro, vencendo ambas por 1 a 0. Na primeira partida, no Morumbi o goleiro do time paulistano Emerson Leão foi expulso após agredir o atacante Careca, do Guarani. Além da exclusão do goleiro, hoje técnico do Santos, foi marcado pênalti para a equipe de Campinas, convertido por Zenon.

No segundo jogo, no estádio Brinco de Ouro, nova vitória do Guarani, dessa vez com gol de Careca, um dos destaques do time campineiro, rival histórico da Ponte Preta.O outro revés palmeirense para clubes do interior em finais foi em 1986, quando Kita e Tato ajudaram a Internacional de Limeira a superar o Palmeiras na decisão do Campeonato Paulista.

Apesar de os dois jogos serem realizados no estádio do Morumbi, em São Paulo, a Inter levou o campeonato com um empate e uma vitória nas decisões. Na primeira partida, os dois clubes empataram em 0 a 0. No jogo decisivo, a Inter venceu por 2 a 1, com gols de Kita e Tato. Amarildo descontou para o Palmeiras.

Foi o único título estadual da equipe de Limeira, então dirigida por Pepe, ex-jogador do Santos. O Palmeiras, por sua vez, tinha como treinador José Luiz Carbone, hoje coordenador técnico da Ponte Preta.

O comum entre as decisões de 1978 e 1986 é que ambas foram disputadas na época em que o Palmeiras ficou 17 anos sem conquistar um título, entre 1976 e 1993.O título estadual de 1976 do Palmeiras, inclusive, havia sido ganho contra outra equipe do interior: o XV de Piracicaba.

Notícias que não vimos nesse ano (Parte 1)

Domingo agora, o Palmeiras deu um show na Ponte, meteu 5 a 0 e levou um título depois de 12 anos. Coitada da Ponte, nunca ganhou nada e dessa vez não deu nem pro cheiro, mesmo chegando na final e fazendo uma bela campanha no Paulista.

Mas sobre isso todos já leram.

Nos resta imaginar o que teria acontecido se o time de Campinas, após tanto tempo batendo na trave, conquistasse o título. Para amenizar isso, vou publicar no blog duas notas que já estavam prontas na FOL caso o time de Sérgio Guedes revertesse a situação e ganhasse o campeonato. Jornalista tem de estar sempre pronto para essas zebras.

Agora, podemos imaginar um pouco mais sobre essa situação fantasiosa. Vai em duas partes aqui no blog.

Ponte Preta repete Inter de Limeira e leva Paulista fora de casa

A surpreendente vitória da Ponte Preta sobre o Palmeiras neste domingo, pela decisão do Campeonato Paulista-2008, marcou também a segunda vez em que um time do interior veio a São Paulo para celebrar seu primeiro título do Estadual.

O feito do time do técnico Sérgio Guedes repete o da Internacional de Limeira, que bateu o mesmo Palmeiras em 1986, por 2 a 1, gols de Kita e Tato. Amarildo descontou para o Palmeiras. A diferença é que, ao contrário da Ponte, que venceu o Palmeiras no Parque Antarctica, a Inter superou o clube alviverde no estádio do Morumbi.

Foi o único título estadual da equipe de Limeira, então dirigida pelo ex-jogador do Santos Pepe. José Luiz Carbone, hoje coordernador técnico da Ponte Preta, era justamente o treinador do Palmeiras.

Do elenco atual da Ponte, apenas três jogadores (César, Deda e Bilica) já haviam conquistado um título de divisão de elite. César, que não jogou a final, é o único que já tinha ganhado um Paulista.

Memória

Além da Inter de Limeira e da Ponte Preta, nos anos 80 outros dois times venceram o Estadual na cidade do rival. Em 1984, com o Paulista disputado em pontos corridos, o Santos bateu o Corinthians no Morumbi. Em 1988, foi o Corinthians que ganhou a final contra o Guarani, em Campinas.

A equipe litorânea já obtivera o feito em 1973. Na final, vencia a Portuguesa nos pênaltis. Por um erro do árbitro Armando Marques, que encerrou as cobranças antes de o resultado estar definido, o título foi dividido entre os dois clubes.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Pimenta e latrina

O Palmeiras confirmou seu favoritismo e eliminou o São Paulo do Campeonato Paulista. Infelizmente, e mais uma vez, o futebol é esquecido em lugar das polêmicas que o cercam.

A história da semifinal de anteontem será lembrada mesmo como o "clássico do gás de pimenta", mesmo que a polícia já tenha descartado que o gás tóxico espirrado no vestiário do São Paulo seja feito do condimento que me faz mal quando colocam nas comidas. De acordo com os homens da lei, o negócio era genérico, "da 25 de Março", como disseram.

Original ou genérico, o fato é que o gás foi um golpe sujo no futebol, seja quem tenha feito isso. Não acho que o São Paulo forjaria essa situação, prejudicando a preparação de seus atletas durante o intervalo de uma partida que estava em desvantagem só pra aumentar sua picuinha particular com a diretoria do Palmeiras. Também (quase) duvido que o Palmeiras, que queria de qualquer forma demonstrar o quanto o Parque Antarctica era propício para os jogos decisivos, tenha dado um tiro no pé para conseguir uma suposta vantagem no jogo contra o São Paulo.

Posto tudo isso, e ressaltando que a polícia não pode descartar nenhuma hipótese, de que vai haver investigação, tudo será apurado e blablabla, o que se tira do episódio é como as duas diretorias passaram dos limites em sua briga particular.

Primeiro, todo aquele lenga-lenga do meio da semana. Marco Aurélio Cunha de um lado, Toninho Cecílio do outro. Afinal, quem são esses caras mesmo? E o que fizeram no domingo? Não lembro de nenhum gol marcado por algum dos dois.

Muricy teve uma bela atitude na sexta-feira quando alertou que os dirigentes precisavam tomar cuidado em tratar aquilo como "guerra" e deveriam pensar nas conseqüências de suas declarações. Ainda mais em um ambiente tão cheio de animosidade como é o futebol. Sim, infelizmente é assim, enquanto os estádios estiverem lotados dos mesmos bandidos e covardes que infestam nossa sociedade.

O caso do gás precisa ser analisado com mais frieza pela diretoria do Palmeiras, que se diz atenta com o desfecho da história. Precisa ficar atenta mesmo, para saber como evitar que esse tipo de coisa aconteça novamente. Afinal, a FPF já deu a maior das colheres de chá ao marcar a segunda final contra a Ponte no Palestra, ignorando tudo que aconteceu e a agressão cometida em um palco supostamente cuidado pelo Palmeiras.

E é aí que morre tudo. A diretoria do Palmeiras precisa entender que tem responsabilidade sim no que aconteceu porque era a responsável pela segurança no estádio. Assim, é necessário um pedido formal de desculpas com o inimigo (não apenas rival, ou adversário: inimigo é o termo apropriado). Ao lado desse pedido, aí sim, as informações de que tudo será apurado, etc.

Em vez disso, o clube diz que o São Paulo armou um "factóide" (termo que foi usado pelos cartolas) e Vanderlei Luxemburgo insinua que foi o clube do Morumbi que armou tudo, sempre com o discurso polical de "não podemos descartar hipótese alguma".

As coisas realmente não estão certas. Essa "guerra" que São Paulo e Palmeiras criaram é culpa exclusiva dos clubes. A imprensa, por pior que seja (e às vezes é horrível mesmo), está apenas noticiando as bobagens. Mais ou menos como um esgoto. A fonte, ou melhor, a latrina, são os cartolas.

ET: Por algumas coisas que eu já vi, aposto que, ao fim das investigações, a polícia apenas concluirá por onde o gás foi soltado. E só. O responsável é praticamente impossível determinar.

A não ser que eles tenham em mãos alguma evidência extraordinária que ninguém saiba, vai ficar por isso mesmo. Se apontarem que o gás veio de algum tubo de ventilação cujo acesso seja da torcida, pronto, veio de lá, foi algum torcedor bandido, pronto. Se apontarem que veio de dentro do vestiário, vai ficar a tal "dúvida" de que foi o São Paulo. Mas provar isso? Provar que ninguém entrou lá a não ser integrantes do clube do Morumbi? Provar que o São Paulo teria cometido uma das maiores pilantragens da história, passível de grave punição? Precisariam de muitas provas.

Parece bem difícil. Ainda mais por não se tratar do caso Isabella Nardoni ou de algo realmente relevante para a segurança pública. É apenas e somente um jogo de futebol.

E a história do "clássico da pimenta" será sempre um mistério.

domingo, 30 de março de 2008

Um jogo estragado

Aqui estamos de novo para falar de um personagem chamado Sálvio Spinola. O juiz que está chamando mais atenção no Campeonato Paulista de 2008. Pelo lado ruim, claro.

Spinola conseguiu estragar a melhor apresentação que Corinthians e Santos faziam neste ano. Era um jogo de encher os olhos, guardando as devidas proporções, considerando o fraco elenco e a conservadora formação tática de ambas as equipes.

Que lutavam como nunca para vencer um jogo decisivo para os dois times no Estadual. Perdigão destoou de tudo isso em um lance bizarro, caindo sozinho com a bola e deixando nos pés santistas, que abriram o placar. Cada vez mais, Perdigão comprova minha tese de que deveria jogar no Rock e Gol, e não no futebol profissional.

Mas, de qualquer maneira, o Corinthians conseguiu reagir. Então veio o primeiro lance polêmico, o tal do gol corintiano anulado. Na hora, achei falta. Depois, fiquei na dúvida. Foi um lance difícil, mas interpretativo. Bola pra frente.

O problema veio a partir do segundo gol do Santos. O Corinthians vinha melhor, empatou o jogo e tinha tudo para virar. Então, Kléber Pereira simplesmente derrubou o Carlão, ficou com a bola e marcou o gol mais fácil da sua vida. Ele, que perde tantos gols fáceis.

Me lembrou as peladas que eu jogava, de zueira, nos tempos de faculdade. Depois que meu time estava perdendo, eu fazia uma falta ridícula em algum zagueiro (sem machucar), tirava ele da jogada e marcava meu gol. Que não valia, claro, era só graça. Minhas comemorações eram tão efusivas quanto a de Kléber Pereira, que parecia um moleque comemorando a molecagem que acabou de aprontar.

Isso desestabilizou o time do Corinthians, claro, desnorteado com o que aconteceu. E depois veio o segundo lance bizarro. Herrera fez falta em Betão, colocou os joelhos nas costas dele, que reagiu, virou para tirar satisfação. O argentino caiu como se tivesse levado um soco na cara. Ele, que agrediu de verdade, ficou impune. Betão, um símbolo do Corinthians e que hoje defende o Santos, foi expulso. Expulso por se indignar com tamanha covardia. Fiquei com pena do Betão. Por mais que tenha suas limitações, é um dos poucos jogadores de futebol de boa índole.

Isso deixou o jogo um lixo. Com um atleta a menos, é claro que o Leão teve de fechar o Santos para garantir o 2 a 1, colocando o time inteiro atrás. E o jogo virou isso: um Corinthians desesperado para empatar e um Santos desesperado segurando a vitória. Ambos injustiçados pela arbitragem. Um desequilibrado emocionalmente e o outro desequilibrado numericamente. Sem contar as faltas invertidas e lances duvidosos no final do jogo.



O Santos venceu a batalha, com a ajuda do Sálvio. Do mesmo jeito que o Corinthians já ganhou jogos, e até mesmo títulos, com uma mão da arbitragem. Ficou difícil para o time do Parque São Jorge no campeonato. Mas, se não se classificar, não poderá lembrar desse jogo. Afinal, um empate com o Juventus em casa é muito mais lamentável do que essa derrota para o Santos na Vila. Santos esse que também foi muito prejudicado pelos fraquíssimos árbitros do Estadual. Como todos os outros times.

Sálvio Spinola não pode ser culpado por uma eventual desclassificação do Corinthians. Mas de uma coisa ele deve ser culpado: de ser um dos árbitros que mais "compensa" seus erros.

Justiceiro às avessas

Quando vi a escalação desse juiz para o jogo, pensei "esse cara vai complicar a vida do Corinthians". Era óbvio. Ajudou o Corinthians contra o São Paulo, então, na dúvida, apitaria contra o Corinthians na Vila Belmiro.

Naquele clássico do Morumbi, ficaram marcados o pênalti não-assinalado no Dagoberto e o gol anulado do Adriano. Mas, antes disso, ele deixou de expulsar dois jogadores do São Paulo, prejudicando o Corinthians. No final das contas, compensou e garantiu o 0 a 0. Para ele, era melhor que no dia seguinte dissessem "pelo menos ele errou para os dois lados" do que "ele só errou contra o Corinthians/São Paulo".

O São Paulo fez um chororô danado, como só o Marco Aurélio Cunha sabe fazer, e ele foi proibido de apitar jogos do time. Ele deveria, na verdade, deixar a arbitragem. Porque não dá para suportar essas "compensações".

No clássico de quarta, ele fez de novo. "Melhor errar para os dois lados do que para um só." O melhor, na verdade, seria errar o menos possível. Se não expulsou os jogadores do São Paulo no jogo contra o Corinthians, paciência. Marcasse o pênalti no Dagoberto. Quanto ao gol do Adriano, foi um pouco polêmico, assim como o gol anulado do Corinthians. Então esquece.

Errou no gol do Kléber Pereira, fazer o quê? Expulsar o Betão não era a opção mais correta.

Não acredito em más intenções do Sálvio. Só acho ele um juiz fraco tecnicamente e emocionalmente. Não sabe controlar as situações de um jogo e comete erros crassos. Depois, compensa errando contra o time outrora beneficiado. É um justiceiro às avessas.

Não sabe apitar, enfim.


Fotos: Santos - Futebol Total; Sálvio - Globoesporte.com, de um jogo antigo do Flamengo.

terça-feira, 11 de março de 2008

Quebrando paradigmas

Achei o máximo o jogo que acabou de terminar.

Real Potosí e San Lorenzo jogavam pelo Grupo 1 da Libertadores (o mesmo do Cruzeiro) em Potosí, na Bolívia.

Era de se esperar que o time argentino tivesse problemas por causa dos 4 mil metros de altitude de que todos reclamam. E teve mesmo, já que saiu perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo.

No começo do segundo tempo, um cara do Potosí, de nome Galindo, deu um pontapé em um jogador do San Lorenzo e foi expulso. Com o time ganhando por 2 a 0, ele conseguiu ser expulso em um lance na lateral do campo, porque deu uma bicuda no adversário.

Com 26 minutos da etapa final, e um jogador a mais, o San Lorenzo diminuiu. Sete minutos depois, empatou. Faltando dois, virou, de pênalti.

Daí, o juiz deu cinco minutos de acréscimo, mas terminou o jogo com 48. Uma bizarrice.

E a altitude nessa história, depois de uma reação dessas?

Que se pesem, claro, o talento nulo do Potosí e a cagada homérica de seu jogador expulso, que deve estar pensando no quanto ele prejudicou seu clube por causa do golpe de karatê.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Como nos velhos tempos

Assistir ao jogo Juventus versus Portuguesa na Rua Javari é realmente um negócio diferente. Sempre quis ir lá na Mooca ver um jogo, mas enrolava e acabava não indo. Desta vez, não poderia ter escolhido melhor ocasião para visitar a arena juventina.

Lógico que "arena" é uma maneira carinhosa de chamar o acanhado estádio da zona leste de São Paulo. Aliás, hoje tudo quanto é estádio é considerado "arena". Até Barueri tem uma.

Mas enfim, decidi em cima da hora, chamei um amigo e fui pra lá, às 16h de uma quarta-feira, dia 30 de janeiro. Queria entrar na torcida da Lusa, mas estava lotada; acabei ficando no lado do Juventus mesmo. Entramos com mais de 30 minutos do primeiro tempo, com o placar de 2 a 0 para o time da casa.

"Perdemos o melhor", pensamos. Que nada. A Lusa fez um gol com o Christian (aquele mesmo, ex-Inter, Corinthians, Grêmio, Palmeiras...) e a etapa inicial acabou 2 X 1. No segundo tempo, Allan Delon fez mais um para Juventus e Christian descontou de novo para a Lusa. Final: 3 X2.


O jogo não foi lá essas coisas, mas a experiência acabou sendo muito legal. Vale realmente a pena ir para a Rua Javari ver uma partida de futebol. Parece que estamos nos anos 1950: estádios pequenos, mas lotados (com 3 mil pessoas), torcidas pacíficas assistindo ao jogo, cada uma na sua, e uma proximidade do campo inimaginável nos dias de hoje.

Legal que dava pra ver até a gota de suor na cara do incansável Vampeta, hoje no Juventus. Do lado da Lusa, Zé Maria e Christian traziam ares de nostalgia.

Aliás, fiquei impressionado com o estádio lotado, sem brincadeira. Do lado da Portuguesa, a Leões da Fabulosa até invadia o espaço juventino. A torcida do Juventus é a mais engraçada, formada por mooquenses orgulhosos (e sobretudo jovens). A maioria torce para outro time da capital, mas vai lá gritar pelo time do bairro.

E é isso que o Juventus é: um time do bairro. São poucos esses clubes hoje em dia. O clube Juventus é muito tradicional na Mooca, que também é um dos bairros mais tradicionais de SP. O grito "Mooca é Mooca, o resto é bosta", na verdade, demonstra um apego do paulistano mooquense com sua comunidade local, que tem corinthianos, palmeirenses, são-paulinos e santistas gritando pelo seu bairro.

É diferente. E no Brasil de hoje, onde ninguém se identifica com nada, onde as pessoas vivem cada vez mais isoladas, é um oásis de fraternidade e calor humano.

Parabéns pela molecada que fez a festa para o time grená, e parabéns à torcida da Lusa por apoiar sua equipe de forma tão contundente durante toda a partida.

Ah, e à noite assisti pela TV o jogo do meu time, o Corinthians, contra o Sertãozim, em Ribeirão Preto. Quando o juiz apitou o fim daquele 0 a 0 sofrível, tive a certeza de que fiz a escolha certa ao me aventurar na Mooca em uma quarta-feira à tarde.

Crédito das fotos: dos jogadores do Juventus, é do Futebol Interior. Do ingresso, é minha mesmo. Depois vou pegar umas fotos do celular do meu amigo, tiradas por ele, e posto aqui.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Ainda sobre o clássico e arbitragem...

O São Paulo, aparentemente, está acima do bem e do mal e dos erros da arbitragem. Os caras conseguiram barrar o Sálvio Spinola dos futuros jogos do time, notícia velha, da segunda-feira. Mas só hoje achei tempo para postar.

Se é certo ou errado, sinceramente não sei. Só sei que abre um precedente perigosíssimo. A partir de agora, ao menos no Campeonato Paulista, qualquer time que se sentir prejudicado por um juiz pode conseguir que o cara não apite mais seus jogos durante um certo tempo. Vai faltar juiz.

Mas é lógico que só deram essa canja porque era o São Paulo. Creio que também dariam se fosse o Corinthians, Palmeiras, Santos. Eu queria ver mesmo se fosse o Rio Claro, ou o Rio Preto, ou o Rio Grande da Serra.

Arbitragem, aliás, anda bastante na mídia. Ontem, o juiz Otávio Correa da Silva mandou voltar um pênalti no jogo Santos x Barueri em uma situação, no mínimo, polêmica.

O jogo estava 1 a 0 para o Barueri quando Rodrigo Tabata sofreu pênalti. Quando ele corria para chutar, quase chegando na bola, o árbitro anulou o lance. Lógico que o jogador acabou chutando pro gol, já estava no movimento. E o goleiro pulou, mas não conseguiu pegar. Foi gol, mas não valeu.

Não valeu porque o árbitro notou (aparentemente com a ajuda do bandeira) que o goleiro do Barueri, Renê, estava atrás da linha do gol no momento da batida, o que a regra não permite, pois ele está fora do campo. Mas a mesma regra diz que o infrator, nesse caso o goleiro, nunca pode ser beneficiado. Teoricamente, o gol deveria ser validado, de acordo com essa interpretação. O árbitro não poderia ter apitado antes do lance ser concluído, neste caso com o gol.

Mas o goleiro acabou sendo beneficiado, já que Tabata teve que bater de novo e errou. Fez certo o juiz? Sei lá, essa regra me parece cada dia mais maluca. Qual deve prevalecer? Aquela que diz que o infrator não pode ser beneficiado ou aquela que diz que o pênalti não deve ser batido com o goleiro fora do campo? Nada é claro, como já disse no post do clássico de domingo.

O futebol é bem legal, mas certas regras acabam irritando, tirando a graça em certos momentos e fazendo a gente perder nosso tempo, falando sobre elas.

Ah, e o Santos perdeu de novo. O time está lamentável mesmo. Desse jeito, não passa nem da primeira fase da Libertadores. Espero que o Leão acerte a mão com o pouco que tem.

Adriano

Parabéns pelo gol de cabeça contra o Rio Claro. Ainda bem que esse deixaram valer.

Clássico paulistano

Legal mesmo foi conferir Juventus 3 x 2 Portuguesa na Rua Javari, nesta quarta. Quando tiver mais tempo, contarei a história deste clássico genuinamente paulistano, de lotar estádio (mesmo que seja com 3.200 pessoas apenas).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Soltem suas feras


Foi muito bom trabalhar no clássico ontem, porque tive que fazer matéria do jogo e prestar atenção a cada detalhe de São Paulo 0 X 0 Corinthians.

Achei um jogo muito interessante e legal de assistir. Muita gente não poupou críticas à qualidade técnica dos times, erros de passe... mas eu, particularmente, vi uma partida muito disputada, com um Corinthians forte na marcação e jogando com autoridade. Fiquei muito feliz em ver esse time jogar assim. Pena que Finazzi e o Lulinha (que precisa voltar a treinar entre a molecada, porque tá muito verde ainda) não sabem fazer gol. E o Acosta também não fez nada. Mas tô gostando muito da zaga, do sistema de marcação e do Dentinho, além de um técnico que realmente se preocupa em montar um time.

Já o São Paulo vem jogando muito mal (em relação ao time do ano passado, não em relação ao Corinthians), mas acho que dando tempo ao tempo o time vai se acertar. O Muricy é muito bom nisso, e daqui a pouco encontrará a melhor formação. Quatro jogos ruins pelo Paulistão é pouca coisa. Falta saber se o time vai ter fôlego para chegar à final da Libertadores. Aliás, é engraçado: desde 2004, a expectativa é essa. Em 2004 e 2007 ficou no mata-mata; ganhou a final em 2005 e perdeu em 2006. O time não sabe o que é Copa do Brasil há um tempão. Isso, para os padrões brasileiros, é realmente impressionante.

Sobre os erros do juiz: quanta choradeira! Mas eu também vi pênalti no Dagoberto e o gol do Adriano. Do pênalti, acho que o Dagoberto cavou, colocando a perna na frente, mas o Chicão é estabanado e caiu na dele, chutando a perna. Foi um pênalti sem querer, que também é pênalti. E também acho que foi mais absurdo ainda dar falta do Dagoberto no Chicão. Va lá achar que não foi pênalti (o Arnaldo Ribeiro, por exemplo, também achou que não foi), mas ver falta do Dagoberto já beira o bizarro.

E o gol... ah, o gol! Como eu lembro triste daquele gol que o juiz anulou do Tevez com o Palmeiras em 2006, depois da bandeirinha dizer pra ele que o outro bandeira, que tava uns 200 metros longe do lance, viu falta do argentino no ilustre zagueiro quem do Palmeiras. Foi um golaço anulado de forma patética e indesculpável com os corinthianos, justamente em um Dérbi que terminou empatado.

O gol do Adriano pode não ter sido tão bonito quanto aquele, mas para mim foi um golaço também. Ele subiu uns 3 metros pra cabecear a bola, foi impressionante! Mesmo que o William subisse nas costas do Chicão ele não chegaria onde o Adriano chegou. O cara tem uma impulsão incrível.

O Sálvio Spinola viu falta, assim como vários outros personagens ligados ao futebol. Eu não vi falta nenhuma, mas até entendo que ele tenha achado que aquele braço que subiu encostado no ombro do William tenha feito carga no zagueiro, mas não acho que fez. Na verdade, só entendo a posição do árbitro porque não foi ele quem fez essa regra bizarra que só aplicam no Brasil. Tem contato no futebol, e a tal da International Board deveria esclarecer o que pode e o que não pode fazer. Do jeito que está agora, aqui no Brasil, tudo vira falta (menos o pênalti no Dagoberto, né juizão?).

Outra regra imbecil que deveria ser abolida é aquela que o goleiro se adianta no pênalti e o juiz manda voltar. É ridícula também e ela só deve ter sido traduzida para o português do Brasil, já que ninguém aplica esse negócio no resto do mundo.

O Sálvio influenciou sim no resultado e prejudicou o São Paulo nestes dois lances capitais. Mas o pior mesmo foi a festa de cartões não-distribuídos para gente entrando com trava de chuteira e outras coisas. Foi vergonhosa a arbitragem.

Como disse, achei o jogo bom. Bom para o Corinthians, principalmente, e bom de assistir. Péssima arbitragem.

E péssimo também foi a choradeira em demasia do Tricolor. O Muricy e os jogadores reclamarem do jeito que reclamaram, eu entendo, acontece mesmo. Os caras viram que foram prejudicados e saíram putos com isso. Só acho que o Ricky (ou Richarlyson, se preferir) deveria parar de chamar os outros de cara-de-pau e jogar um pouco de bola, o que ele não fez ontem, e parar de bater também. O cara é bom, foi massacrado no ano passado por causa de sua vida pessoal, passou por um entrevero lamentável com um juiz (de Direito, esse) digno do judiciário brasileiro (isso não é um elogio) e deu a volta por cima. Agora etá na seleção, que pense mais e bata menos.

E o Marco Aurélio Cunha me irrita profundamente com aquela empáfia e o jeito pomposo de falar as coisas. É ridícula a postura dele, me lembra o Citadini dos velhos tempos. A diferença é que o Citadini era falastrão com um jeito meio povão, sotaque e tal, e o Marco Aurélio é um falastrão pomposo. Estão no mesmo nível. Só querem ficar chamando a atenção. E ele assumiu uma postura de "somos o São Paulo estruturado, não somos amadores, os juízes têm que estar à nossa altura", etc... Nem comparo a estrutura do São Paulo com a dos outros times brasileiros que é covardia. Mas o clube do Morumbi não está acima do bem e do mal. Nem dos erros de arbitragem, que é horrenda aqui e no resto do mundo.

Crédito da foto: José Patrício (AgEstado)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Que beleza!

Estou aqui assistindo à reprise do programa Linha de Passe, da Espn Brasil. Achei muito legal que o Trajano e o Calazans se solidarizaram com o Milton Leite, ex-funcionário da Espn e que hoje está na concorrente Sportv. Na última sexta-feira, o jornalista que participava da bancada do Arena Sportv,discutiu no ar com um atacado Vanderlei Luxemburgo.

Eu estava vendo ao vivo esse programa, e o que aconteceu foi o seguinte: o Milton estava metendo o pau na contratação do Léo Lima pelo Palmeiras. Ele discordou de grande parte da bancada sportvense e disse que o jogador não tinha motivos para ser contratado pelo Palestra, agora dirigido pelo Luxemburgo. Em certo momento, falou "isso leva a gente a desconfiar que existem coisas por trás nesse tipo de negociação".

Vanderlei Luxemburgo ligou para o Arena e entrou educadamente no ar, explicando suas razões e sobre o porquê de ter trazido o jogador ao Palmeiras. Até aí, tudo bem. O problema foi depois, quando começou a agir que nem uma criança, dizendo ao Milton Leite "você me persegue!". Me fez lembrar os tempos de Colégio Objetivo, quando os professores ouviam constantemente essa frase de nós, pobres e perseguidos alunos.

Depois, falou em processo. Não vai ganhar, Luxemburgo. O Milton Leite nem mesmo te ligou diretamente àquela "desconfiança" anteriormente citada. É somente uma desconfiança. Podem ter interesses do Palmeiras, da Traffic, de outras pessoas... ele só deu a opinião dele. Não acusou sem ter como provar, como adoram fazer muitos pseudo-jornalistas por aí.

Sempre gostei do Milton. Ele é incisivo e fala o que pensa, na minha opinião. Acho que ele exagera, às vezes, como aconteceu nesse caso do Léo Lima, que pode até dar certo no Palmeiras. Luxemburgo poderia ter saído por cima depois de sua explicação, que até me convenceu. Mas o showzinho dele é que vai ficar para a história.

Acho que ele está muito acostumado com "jornalistas" que só sabem puxar o saco do entrevistado. Nunca soube aceitar críticas mais pesadas.

Sinto falta do Milton Leite na Espn Brasil.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Com justiça e mérito, bom dia Série B!

O outro fato que eu citei no post abaixo, e que também me deixou abalado (bem menos do que a morte de Rafael Sperafico), alegrou cerca de 60% do Estado de SP: a queda do Corinthians para a Série B do Brasileiro. Sim, sou corinthiano, ainda. E acredito que o rebaixamento foi merecido, previsível e, de certa forma, redentor. Parece que esse é o único jeito de salvar essa instituição: caindo até o fundo do poço para tentar renascer das cinzas.

Falta saber onde é o fundo do poço para o clube com o estranho Andrés Sanchez agora na presidência: se for a Série B mesmo, que volte para a divisão principal quando o time fazer por merecer. Com Mano Menezes, as chances aumentam; com o time que estão querendo montar, elas diminuem. Torcida não vai faltar. 2008 tem tudo para ser o ano do Corinthians, pelo menos para nós, torcedores. Quem sabe uma diretoria digna não limpe logo a sujeira feita pelos diretores antigos (muitos que ainda permanecem por lá, como o próprio Sanchez).

Aliás, espero que também que os conselheiros percebam que segurar o clube Sport Club Corinthians Paulista por meio do time de futebol é inviável. O dinheiro ganho entra para as piscinas, que não dão retorno financeiro. Se querem salvar o time, que reformulem o modo de ganhar dinheiro com o clube. As coisas mudaram muito de 15 anos para cá: falta a velharada corinthiana perceber isso.

O desafio agora é diferente. Se a atitude também mudar, esse gigante pode renascer para fazer festa em seu centenário, que acontece em 2010. Será o primeiro dos quatro paulistas que já foram campeões brasileiros (e até mundiais, dependendo da interpretação e do coração) a fazer 100 aninhos. Para o bem dos outros 3o e tanto por cento, que seja na Série A, e de preferência com boas campanhas.

Mas vamos fazer festa no purgatório. É o que nos resta no momento. Bom dia Série B!