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domingo, 30 de março de 2008

Um jogo estragado

Aqui estamos de novo para falar de um personagem chamado Sálvio Spinola. O juiz que está chamando mais atenção no Campeonato Paulista de 2008. Pelo lado ruim, claro.

Spinola conseguiu estragar a melhor apresentação que Corinthians e Santos faziam neste ano. Era um jogo de encher os olhos, guardando as devidas proporções, considerando o fraco elenco e a conservadora formação tática de ambas as equipes.

Que lutavam como nunca para vencer um jogo decisivo para os dois times no Estadual. Perdigão destoou de tudo isso em um lance bizarro, caindo sozinho com a bola e deixando nos pés santistas, que abriram o placar. Cada vez mais, Perdigão comprova minha tese de que deveria jogar no Rock e Gol, e não no futebol profissional.

Mas, de qualquer maneira, o Corinthians conseguiu reagir. Então veio o primeiro lance polêmico, o tal do gol corintiano anulado. Na hora, achei falta. Depois, fiquei na dúvida. Foi um lance difícil, mas interpretativo. Bola pra frente.

O problema veio a partir do segundo gol do Santos. O Corinthians vinha melhor, empatou o jogo e tinha tudo para virar. Então, Kléber Pereira simplesmente derrubou o Carlão, ficou com a bola e marcou o gol mais fácil da sua vida. Ele, que perde tantos gols fáceis.

Me lembrou as peladas que eu jogava, de zueira, nos tempos de faculdade. Depois que meu time estava perdendo, eu fazia uma falta ridícula em algum zagueiro (sem machucar), tirava ele da jogada e marcava meu gol. Que não valia, claro, era só graça. Minhas comemorações eram tão efusivas quanto a de Kléber Pereira, que parecia um moleque comemorando a molecagem que acabou de aprontar.

Isso desestabilizou o time do Corinthians, claro, desnorteado com o que aconteceu. E depois veio o segundo lance bizarro. Herrera fez falta em Betão, colocou os joelhos nas costas dele, que reagiu, virou para tirar satisfação. O argentino caiu como se tivesse levado um soco na cara. Ele, que agrediu de verdade, ficou impune. Betão, um símbolo do Corinthians e que hoje defende o Santos, foi expulso. Expulso por se indignar com tamanha covardia. Fiquei com pena do Betão. Por mais que tenha suas limitações, é um dos poucos jogadores de futebol de boa índole.

Isso deixou o jogo um lixo. Com um atleta a menos, é claro que o Leão teve de fechar o Santos para garantir o 2 a 1, colocando o time inteiro atrás. E o jogo virou isso: um Corinthians desesperado para empatar e um Santos desesperado segurando a vitória. Ambos injustiçados pela arbitragem. Um desequilibrado emocionalmente e o outro desequilibrado numericamente. Sem contar as faltas invertidas e lances duvidosos no final do jogo.



O Santos venceu a batalha, com a ajuda do Sálvio. Do mesmo jeito que o Corinthians já ganhou jogos, e até mesmo títulos, com uma mão da arbitragem. Ficou difícil para o time do Parque São Jorge no campeonato. Mas, se não se classificar, não poderá lembrar desse jogo. Afinal, um empate com o Juventus em casa é muito mais lamentável do que essa derrota para o Santos na Vila. Santos esse que também foi muito prejudicado pelos fraquíssimos árbitros do Estadual. Como todos os outros times.

Sálvio Spinola não pode ser culpado por uma eventual desclassificação do Corinthians. Mas de uma coisa ele deve ser culpado: de ser um dos árbitros que mais "compensa" seus erros.

Justiceiro às avessas

Quando vi a escalação desse juiz para o jogo, pensei "esse cara vai complicar a vida do Corinthians". Era óbvio. Ajudou o Corinthians contra o São Paulo, então, na dúvida, apitaria contra o Corinthians na Vila Belmiro.

Naquele clássico do Morumbi, ficaram marcados o pênalti não-assinalado no Dagoberto e o gol anulado do Adriano. Mas, antes disso, ele deixou de expulsar dois jogadores do São Paulo, prejudicando o Corinthians. No final das contas, compensou e garantiu o 0 a 0. Para ele, era melhor que no dia seguinte dissessem "pelo menos ele errou para os dois lados" do que "ele só errou contra o Corinthians/São Paulo".

O São Paulo fez um chororô danado, como só o Marco Aurélio Cunha sabe fazer, e ele foi proibido de apitar jogos do time. Ele deveria, na verdade, deixar a arbitragem. Porque não dá para suportar essas "compensações".

No clássico de quarta, ele fez de novo. "Melhor errar para os dois lados do que para um só." O melhor, na verdade, seria errar o menos possível. Se não expulsou os jogadores do São Paulo no jogo contra o Corinthians, paciência. Marcasse o pênalti no Dagoberto. Quanto ao gol do Adriano, foi um pouco polêmico, assim como o gol anulado do Corinthians. Então esquece.

Errou no gol do Kléber Pereira, fazer o quê? Expulsar o Betão não era a opção mais correta.

Não acredito em más intenções do Sálvio. Só acho ele um juiz fraco tecnicamente e emocionalmente. Não sabe controlar as situações de um jogo e comete erros crassos. Depois, compensa errando contra o time outrora beneficiado. É um justiceiro às avessas.

Não sabe apitar, enfim.


Fotos: Santos - Futebol Total; Sálvio - Globoesporte.com, de um jogo antigo do Flamengo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Ainda sobre o clássico e arbitragem...

O São Paulo, aparentemente, está acima do bem e do mal e dos erros da arbitragem. Os caras conseguiram barrar o Sálvio Spinola dos futuros jogos do time, notícia velha, da segunda-feira. Mas só hoje achei tempo para postar.

Se é certo ou errado, sinceramente não sei. Só sei que abre um precedente perigosíssimo. A partir de agora, ao menos no Campeonato Paulista, qualquer time que se sentir prejudicado por um juiz pode conseguir que o cara não apite mais seus jogos durante um certo tempo. Vai faltar juiz.

Mas é lógico que só deram essa canja porque era o São Paulo. Creio que também dariam se fosse o Corinthians, Palmeiras, Santos. Eu queria ver mesmo se fosse o Rio Claro, ou o Rio Preto, ou o Rio Grande da Serra.

Arbitragem, aliás, anda bastante na mídia. Ontem, o juiz Otávio Correa da Silva mandou voltar um pênalti no jogo Santos x Barueri em uma situação, no mínimo, polêmica.

O jogo estava 1 a 0 para o Barueri quando Rodrigo Tabata sofreu pênalti. Quando ele corria para chutar, quase chegando na bola, o árbitro anulou o lance. Lógico que o jogador acabou chutando pro gol, já estava no movimento. E o goleiro pulou, mas não conseguiu pegar. Foi gol, mas não valeu.

Não valeu porque o árbitro notou (aparentemente com a ajuda do bandeira) que o goleiro do Barueri, Renê, estava atrás da linha do gol no momento da batida, o que a regra não permite, pois ele está fora do campo. Mas a mesma regra diz que o infrator, nesse caso o goleiro, nunca pode ser beneficiado. Teoricamente, o gol deveria ser validado, de acordo com essa interpretação. O árbitro não poderia ter apitado antes do lance ser concluído, neste caso com o gol.

Mas o goleiro acabou sendo beneficiado, já que Tabata teve que bater de novo e errou. Fez certo o juiz? Sei lá, essa regra me parece cada dia mais maluca. Qual deve prevalecer? Aquela que diz que o infrator não pode ser beneficiado ou aquela que diz que o pênalti não deve ser batido com o goleiro fora do campo? Nada é claro, como já disse no post do clássico de domingo.

O futebol é bem legal, mas certas regras acabam irritando, tirando a graça em certos momentos e fazendo a gente perder nosso tempo, falando sobre elas.

Ah, e o Santos perdeu de novo. O time está lamentável mesmo. Desse jeito, não passa nem da primeira fase da Libertadores. Espero que o Leão acerte a mão com o pouco que tem.

Adriano

Parabéns pelo gol de cabeça contra o Rio Claro. Ainda bem que esse deixaram valer.

Clássico paulistano

Legal mesmo foi conferir Juventus 3 x 2 Portuguesa na Rua Javari, nesta quarta. Quando tiver mais tempo, contarei a história deste clássico genuinamente paulistano, de lotar estádio (mesmo que seja com 3.200 pessoas apenas).